O DESENHO COMO PRÁTICA ARTÍSTICA

CONVERSA | O DESENHO COMO PENSAMENTO

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O DESENHO COMO PRÁTICA ARTÍSTICA

SINOPSE

O desenho é uma área do conhecimento transversal a várias actividades, sendo provavelmente na área artística que alcança uma maior presença junto do público. A partir da segunda metade do séc. XX, foi reconhecido como uma área de criação autónoma, com um estatuto idêntico ao da pintura ou da escultura, podendo assumir-se o desenho, nos seus vários registos, como materialização final, portadora de sentidos autónomos.
As mudanças processadas nesse período, quer no estatuto do objecto artístico, quer nos suportes e práticas nele envolvidas, contribuíram também para a emergência, o aparecer, de uma concepção experimental do desenho enquanto meio de abordagem no processo criativo. Deste modo, o conceito e a ideia da obra de arte conhecem também eles uma outra amplitude, tão válida e importante como o objecto e a sua representação física.
Assim, o desenho não é mais visto como um registo gráfico bidimensional, inscrito exclusivamente no papel, passa a poder ser pensado também como uma expressão de natureza mental, assumindo a condição projectual, tridimensional, inter-medial, através dos diversos suportes e recursos tecnológicos.
Muitos são os artistas que têm dedicado uma boa parte do seu trabalho ao desenho desenvolvendo através deste meio o seu pensamento e discurso. Na prática artística contemporânea qual a importância do desenho? O que poderá ser entendido como desenho? Até onde poderá ir a sua representação? Muitas são as questões que se podem colocar e que provavelmente terão múltiplas respostas.

Alexandre Baptista

BIOGRAFIA

Alexandre Baptista
Licenciado em Artes Plásticas - Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e frequentou o mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas na mesma Faculdade. Viveu e trabalhou em Miami e Londres, estando neste momento a residir em Portugal.
Expõe desde 1988, participou em inúmeras exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Recebeu vários prémios de pintura e desenho.
O seu trabalho está representado em diversas colecções públicas e particulares, entre elas a Colecção Figueiredo Ribeiro - Arte Contemporânea, Colecção Norlinda e José Lima, ANJE - Porto, Colecção Montepio Geral, Museu Amadeo Souza Cardoso, Museu BMW - Baviera, como ainda nos EUA, França, Brasil, Macau, Rússia e Inglaterra.
A sua obra está reproduzida em livros e catálogos.

Gabriela Vaz Pinheiro
Formada em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, possui o Doutoramento por projecto pelo Chelsea College. Leccionou na Central St. Martins College of Art & Design, em Londres, entre 1998 e 2006.
Expõe como artista em contextos diversos desde 1985. Tem realizado trabalho curatorial com várias colecções institucionais e também em contextos expositivos alternativos, tendo sido responsável pelo Programa de Arte e Arquitectura de Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura.
Possui actividade editorial regular em que se incluem algumas publicações de artista. Ensina, desde 2004, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde é Membro Integrado do i2ads, Instituto de Investigação em Arte Design e Sociedade.

Luís Paulo Costa
Licenciado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (1990–1996).
Iniciou o seu percurso expositivo no final da década de 1990. O seu trabalho é representado pela galeria Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa e pela galeria Pedro Oliveira, Porto.
Actualmente está a participar no programa de residência artística da galeria Krinzinger em Vienna, Áustria. O seu trabalho inscreve-se num território onde a visibilidade e a invisibilidade não são lugares estáveis e definitivos, aquilo que se vê pode afinal ser outra coisa. A pintura é desenvolvida como um corpo, como uma pele que simultaneamente esconde e dá a ver. São transversais ao seu trabalho conceitos como o simulacro, a antecipação, a decepção e a inacessibilidade. As suas pinturas, muitas vezes corporizadas de modo escultórico, parecem apresentar-nos as coisas na sua realidade muda, inacessível a mediações e por isso os seus trabalhos parecem apresentar sempre a construção de uma espécie de silêncio necessário.
Está representado em várias coleções públicas e privadas tais como: Coleção Museu de Serralves; Fundação Leal Rios; Coleção José Carlos Santana Pinto; Coleção Teixeira de Freitas; Coleção António Albertino; Coleção MG; Coleção Norlinda e José Lima; Coleção Julião Sarmento; Coleção Alberto Caetano; Coleção Bruno Spaas (Bélgica); Coleção Fred and Nancy Poses (USA).

Sara Antónia Matos
Curadora e Directora do Atelier-Museu Júlio Pomar da EGEAC, desde 2012, tendo acumulado também a direcção e programação das Galerias Municipais de Lisboa desde Janeiro de 2017 a Março de 2019. Faz parte da Comissão Instaladora e Científica do Banco de Arte Contemporânea – BAC, um projecto de espólios documentais e artísticos de arte contemporânea, da EGEAC-CML, numa parceria estabelecida com a Fundação Carmona e Costa e o IHA da FCSH da Univ. Nova de Lisboa, Lisboa.
É formada em Escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Mestre em Estudos Curatoriais e Doutorada com a tese “Da Escultura à Espacialidade” na mesma Universidade.
É curadora desde 2006 tendo apresentado exposições em várias instituições, desde o CAM da FCG, FCC, Museu Berardo, MACE, etc. Publica regularmente ensaios sobre arte em catálogos e revistas da especialidade e é coordenadora da colecção Cadernos do Atelier-Museu Júlio Pomar. Foi docente convidada da Faculdade de Belas Artes da Univ. de Lisboa e coordenadora do Curso de Escultura do Ar.Co.



Os textos dos autores Alexandre Baptista, Sara Antónia Matos e João Silvério estão escritos segundo a ortografia europeia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990.

 

FICHA ARTÍSTICA

Convidados

Alexandre Baptista
Gabriela Vaz Pinheiro
Luís Paulo Costa
Sara Antónia Matos

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