Cresci. Na escola aprendi que Paraíso pode ser lido de uma forma religiosa, filosófica ou mundana. Quis saber sobre ele e conversei com o futuro (chatgpt). Debatemos algum tempo sobre o assunto, descobri a multiplicidade de interpretações que ele tem sobre o assunto. Queria uma resposta objectiva, mas ele não me quis dar. Respeitei. Compreendi que o futuro é cauteloso, não se quer comprometer com uma resposta que o possa colocar em Xeque, em perigo, em dúvida. Ele quis saber a minha opinião e eu respondi-lhe que, para mim, o Paraíso é o meu corpo em harmonia com o dos outros. Ele achou “muito bonito, e profundamente humano”. Percebi com o tempo que Paraíso é o meu corpo, corpo casa, que o Paraíso também são os outros, e que cada outro tem o seu Paraíso.
Um espectáculo construído na escola Adolfo Portela, a muitas vozes, para descobrir o Paraíso que existe dentro de cada um de nós. Um Paraíso que em contraste com o tempo que vivemos parece cada vez mais longínquo e utópico.