Constança viaja com Ninguém, um amigo de infância, para Lado Nenhum. Transporta consigo um monte de preocupações, experiências vividas e aprendidas fechadas em malas e caixas. Gosta de palavras novas, do seu significado e da sua utilidade ou inutilidade. As dúvidas que pairam nas cabeças destes amigos são as mesmas de algumas crianças e alguns adultos: o planeta, a escola, as regras, governo e governar e porquê trabalhar? Juntos vão descobrir e nós também que afinal os Grandes não têm grandes ideias, mas nós que somos pequenos ainda vamos a tempo de mudar.
O Projeto
Questionar as ideias dos grandes, sensibilizando para questões ambientais, políticas e de educação. Todas as crianças são curiosas e mesmo imitando os adultos querendo ser muitas vezes como eles, há atitudes destes que são avaliadas pelas próprias crianças, que são seres sinceros e críticos, que sonham muito e vivem num mundo de faz de conta.
Quando crescemos esquecemos rapidamente que também nós já fomos crianças e provavelmente as dúvidas e questões que estas crianças têm hoje também nós já as tivemos ontem.
As crianças questionam os incêndios, as portagens, o ambiente e a alteração climática, o que é um governo, o que são leis e para que servem, porque as pessoas têm que estudar e trabalhar? Muitas vezes, depois de tentarmos explicar tudo isto e muito mais, concluímos que aquilo que os "crescidos" fazem é uma perda de tempo, e que com tudo isto não conseguimos viver tempo suficiente para nos tornarmos grandes com grandes ideias.
Com o espetáculo “Os Grandes Não Têm Grandes Ideias” pretende-se refletir sobre algumas dúvidas que pairam nas cabeças das crianças, nomeadamente a política, a economia, o ambiente, a educação e a tecnologia. Propõe-se mostrar de uma forma simples a complexidade que é este mundo. O mundo em que habitam e estão a descobrir. O mundo dos grandes que os pequenos querem perceber.
Este espetáculo fará recurso à marioneta e formas animadas, por ter a ver com a multiplicidade e extensão corporal que estas permitem, facilitando o diálogo entre o intérprete e o público-alvo. O uso de objetos manipulados é linguagem comum nos espetáculos da Fértil, não só pelo seu poder simbólico, mas também pela sua funcionalidade não verbal, complementando o gesto/movimento e a marioneta. O recurso a esta técnica, se assim se pode chamar, deve-se primeiramente à formação do intérprete/criador, que sendo único no espetáculo, tem que se desmultiplicar em diferentes personagens num tema tão abrangente como o que este espetáculo se propõe. Num público-alvo infantil o uso da marioneta e do objeto cria um espetáculo que permite intensificar as contradições entre o real/artificial, verdadeiro/falso, vida/representação, simples/complexo, facilitando a entrada no seu imaginário, no seu mundo de faz-de-conta abordando temas tão importantes para a sua educação e crescimento enquanto ser humano e social.
Criação e interpretação Neusa Fangueiro
Cenografia e marionetas Sandra Neves
Figurinos Inês Mariana Moitas
Música Rúben Fangueiro
Construção de cenário Colectivo Monte
Desenho de Luz Paulo Neto
Animação Filipe Teixeira
Vídeo Rúben Marques
Fotografia Margarida Ribeiro
Apoio à criação Rui Alves Leitão
Estrutura financiada pela Direção Geral das Artes/ Ministério da Cultura/ República Portuguesa