Três canções de ninar.
Três países: Indonésia, Inglaterra e Portugal.
Três meninas: Elizabeth, Teresa e Larasati (que significa, em Português, menina bonita.)
Canções de adormecer estrelas é um espetáculo musical interativo para bebés, que explora timbres e texturas resultantes do interlaçar das melodias de três canções distintas mas compostas com o mesmo propósito: fazer adormecer.
À voz e ao piano preparado, junta-se esse extraordinário conjunto/orquestra* de percussão composta por metalofones, xilofones, gongos e tambores oriundo da ilha de Java, na Indonésia, que dá pelo nome de Gamelão.
Teresa Gentil
Licenciada em composição pela ESMAE (Porto), pós-graduada em educação pela Universidade dos Açores e aluna de mestrado em etnomusicologia na Universidade Nova (Lisboa). Trabalha regularmente com o serviço educativo da Fábrica das Artes (CCB) e da Casa da Música. Editou três discos com poesia lusófona, o livro-disco para a infância “A Menina Azul” e “Bemóis e outros Bicharocos”, música contemporânea para crianças. Colabora com o Plano Nacional de Leitura compondo para os poemas vencedores do concurso “Faça lá um poema” (editado no disco “A dança da Palavras). Escreveu dois musicais: “Pátio das Mentiras” e o “Príncipe Feliz”, apresentados na Casa da Música e no Teatro Micaelense. Foram apresentadas obras orquestrais pela Gulbenkian, Sinfonieta da Esmae e orquestra Nacional de Lorraine.
Compôs para cerca de 30 peças teatrais, cinema e dança.
Elizabeth Davis
Licenciada em música de Universidade de Nottingham e em percussão de Royal Academy of Music, Londres. Estudou com James Blades e Alan Cumberland e ainda ganhou uma bolsa como primeira mulher para estudar percussão em Alemanha no Hochschule de Hamburg com Robert Hinze. Timpanista e chefe de naipe de percussão da orquestra Sinfónica portuguesa do Teatro Nacional de São Carlos desde 1993, Elizabeth Davis foi de 1989-1993 timpanista da Orquestra Sinfónica do Porto. Mais recentemente Elizabeth Davis tem se vindo a dedicar ao estudo e ensino de Gamelão que ela estudou em Java em 2007 a convite da Embaixada de Indonésia e a Fundação Oriente. Formou a primeira escola de Gamelão em 2009 na Fundação Oriente, com cursos e workshops regulares.